"Fairy rings" (Anéis de fadas) círculos e espirais,anéis complexos, com até 150 m de diâmetro.

05/07/2015 09:06

OS CÍRCULOS INGLESES (CROP CIRCLES)

 

 
 

Os misteriosos círculos nas plantações inglesas começaram a aparecer ainda no século 17, mas só foram largamente relatados em 1972. Geralmente eles aparecem em lugares onde se cruzam linhas magnéticas da terra (não por acaso fica por ali o sítio megalítico de Stonehenge).
A mais antiga peça de evidência é um panfleto de 1678, que fala sobre o "demônio ceifador", (ou diabo ceifador), e traz o seguinte:

O DEMÔNIO CEIFADOR: OU, NOTÍCIAS ESTRANHAS DE HARTFORD-SHIRE

Sendo verídico o relato de um Fazendeiro que pechinchava com um ceifador pobre sobre o corte de três acres e meio de aveia: como o cortador lhe pedia um preço muito alto, o Fazendeiro jurou que o Demônio deveria cortar a safra de aveia ao invés dele. E assim que ocorreu naquela mesma noite do campo de aveia mostrar-se como se fosse uma só chama: mas na manhã seguinte estava tão cuidadosamente ceifado pelo Demônio, ou algum Espírito Infernal, como mortal algum o faria tão bem.
Agora a aveia jaz no campo, mas seu proprietário não tem Força (ou poder) para colhê-la.

 

O mais interessante é a gravura, que mostra o tal "demônio ceifador" cortando (ou dobrando?) as hastes de aveia, em forma circular.

Em 1686, o cientista britânico Robert Plot publicou um livro intitulado "A História Natural de Staffordshire", que continha relatos de símbolos geométricos de plantas "achatadas", encontradas em terras aráveis e pastagens. Elas eram chamadas de "Fairy rings" (Anéis de fadas) e são descritas não apenas como círculos e espirais, mas também anéis complexos, com até 150 metros de diâmetro. Ele relata que na terra sob esses símbolos o solo se tornou mais seco e muito mais flexível que o normal, e que uma substância esbranquiçada foi encontrada em alguns sítios, lembrando mofo ou geada, como "em pão bolorento". Às vezes, esse "mofo" foi visto sobre as plantas. Na edição de julho de 1880, a revista Nature publicou a carta de um cientista que afirmava ter encontrado várias áreas de trigo achatado em uma fazenda no sul da Inglaterra.

No final dos anos 70 os círculos passaram a despertar um novo interesse da população, que começou a fazer vigílias nas épocas de maiores aparições de círculos (junho, julho). O pesquisador David Kingston relata:

"Eu vi meu primeiro círculo em 1976. Eu tinha feito uma vigília noturna tentando observar OVNIs na colina Clay, em Warminster. Três círculos de luzes coloridas separadas por aproximadamente 2 metros de diâmetro ficaram circulando sobre nós durante umas três horas no topo da colina, fundindo-se às vezes em um único globo e separando novamente bem sobre nós. De repente, um dos círculos desceu a uns 9 metros e voou em um campo abaixo. Quando amanheceu notei um círculo aplainado no campo de trigo. Em minha inspeção observei que não havia nenhum talo quebrado no círculo há pouco perfeitamente aplainado de uns 9 metros de diâmetro."

 

 

 

 

FARSA OU VERDADE?

Estima-se que cerca de 30% dos círculos encontrados sejam falsos. Diversos motivos levam as pessoas a forjarem as figuras, entre elas estão a vontade de aparecer e ser notícia e principalmente a tentativa de desmoralizar os estudiosos do fenômeno. Há também aqueles grupos de pessoas que disputam entre si para ver quem faz o desenho mais bonito e mais próximo da realidade e para demonstrar suas habilidades artísticas.


  • Notem a precisão e harmonia na geometria de um círculo em Avebury. O seu design incorpora dois pentagramas, escala diatônica e teoremas matemáticos até então desconhecidos


    Esse círculo, feito em 1995, foi reinvindicado por "fazedores de círculos profissionais", mas incorpora um teorema Euclidiano desconhecido, enquanto a precisão da representação das órbitas do sistema solar é estimada em 99%
O caso mais clássico de forjadores ocorreu em 1991. Dois velhinhos aposentados de Preston Highs (Doug Bower e Dave Chorley) procuraram a imprensa britânica e reclamaram para si a autoria de alguns círculos descobertos na área de Alton Baines. De fato, eles provaram que podiam fazer círculos simples com uma corda e uma tábua. Sua estória correu o mundo e muitos deram como encerrado o caso dos círculos ingleses, porém, quando diante dos jornalistas, os velhinhos mal conseguiram desenhar tais figuras, resultando em formas mal acabadas, sem qualquer precisão e com poucos metros de diâmetro. Questionados a explicar como faziam os círculos mais complexos, eles diziam "Ah, esses a gente não fez". Ou seja: eles foram o boi de piranha da imprensa para que os materialistas pudessem relaxar e dizer ao ver qualquer círculo: "isso é coisa dos velhinhos". Os estudiosos mais experientes dizem que os círculos forjados são mais facilmente identificados, pois são realizados de forma irregular, sem a simetria ou a perfeição geométrica dos círculos verdadeiros e ainda ficam repletos de vestígios de quem os fez e de como.

É fato que, com o desenvolvimento da nossa tecnologia, vimos também o desenvolvimento dos desenhos, que deixaram de ser simples círculos para se tornarem grandes e complexos fractais. Não é realmente difícil fazer esses círculos equipados com cordas, marcadores que brilham no escuro e GPS - e já existem gruposformados apenas com esse objetivo - mas é bastante improvável que seres humanos consigam fazê-lo em tão grande número, com tanta precisão e em tão pouco tempo, sem serem descobertos. Outra coisa: eles nunca conseguem reproduzir na frente de todo mundo a perfeição dos círculos que eles alegam ter feito anteriormente. Esses círculos aparecem no verão, em julho, no início da época de colheita. São em lugares amplos, abertos, de fácil acesso não só para quem queira fazer os desenhos, como para quem queira investigar o fenômeno. Nessa época do ano várias pessoas acampam no mato para observar os campos à noite, com câmeras de infra-vermelho, binóculos noturnos, etc. Já aconteceu de desenhos complexos aparecerem em apenas uma noite, a poucos quilômetros de onde os pesquisadores estavam acampados, e não ter se percebido nenhuma movimentação por perto.

Nos círculos considerados genuínos (isto é, não feito por humanos) a planta é dobrada sem vincos e sem quebras, e continua a crescer na mesma direção, rente ao solo. Cientistas acreditam que esse entortamento pode ser causado por uma curta e intensa onda de calor. Testes de laboratório sugerem que infrasom (som abaixo dos 20hz) também sejam capazes de fazer isso.
Às vezes plantas situadas lado a lado na colheita são entortadas em direções opostas dentro do mesmo círculo.
Também não há marcas de pés ou grama amassada no entorno. Isso poderia ser atribuído a pessoas cuidadosas, de posse de alguma técnica desconhecida, se não fosse por um dado científico: as plantas dentro do círculo são afetadas por um tipo de radiação que as fazem aquecer de dentro pra fora, como se estivessem num microondas, além de outras anomalias como alteração química do dolo, sementes alteradas geneticamente (por vezes se tornam mais férteis), etc. E os fazendeiros dizem que as aves fazem um desvio em sua rota usual, para não ter de passar por cima de um círculos desses. As primeiras pessoas a chegarem a uma dessas formações relatam que sentem o ar "diferente", como se estivesse ionizado, e que isso funciona como um "amplificador", do tipo: se você estiver chateado, vai ficar pior; se estiver alegre, vai ficar eufórico.

Alguns fatos esquisitos:
- Algumas formações irradiam uma onda de aproximadamente 5.7 Hz no espectro eletromagnético. Inclusive bússolas giram, denotando uma anomalia magnética presente. Essa energia capaz de alterar a estrutura molecular da planta sem danificá-la. Além disso, também é capaz de alterar a taxa de crescimento e o seu padrão.
- Mesmo após a colheita, a forma dos círculos tem permanecido na terra durante pelo menos seis meses em alguns casos. Isto não pode ser conseguido por formações na colheita feitas por humanos.
- Se nenhum ser humano entrar na formação, a colheita (plantação) continuará crescendo e o fazendeiro não vai perder qualquer grão.

Já foi aventada a hipótese dessas formações serem obra das ondas magnéticas da Terra, ou vórtices de plasma na atmosfera. Mas o astrofísico Bernard Haisch, do Instituto de Física e Astrofísica da California, disse que "esses padrões altamente organizados e inteligentes não poderiam ser criados pela força da natureza". Ponto.

Além de tudo, ainda foram documentados por filmagem profissional estranhas bolas de luz no Canadá (os círculos não são exclusividade da Inglaterra, tendo aparecido em vários países como África, Bélgica,Holanda, Brasil e República Tcheca (Rataje)), além dos famosos vídeos de luzes na Inglaterra (como esse em Wiltshire, 2010) e corroboradas por várias testemunhas.

 

 

MAS QUE *%R@ É ESSA?

No evento "Ufologia e espiritualidade", que aconteceu em junho de 2005 em Camaragibe (PE), acompanhei uma exposição detalhada sobre os Crop Circles, e duas informações em particular me deixaram curioso: uma, que os círculos estão aparecendo em torno do planeta Terra, como se formassem um anel em diagonal ao eixo (se souberem mais sobre isso, me avisem). Outra é que num desses programas do canal Infinito, um pesquisador de círculos foi mostrar alguns desses desenhos ao chefe da tribo Hopi (indígenas dos EUA) e ele mostrou que tinham desenhos parecidos, tradições de seus antepassados. E explicou que esses eram avisos dos "deuses" para uma época de grandes mudanças na Terra. Que Stonehenge teria sido um outro aviso desses, gravado em pedra para que passasse às próximas gerações, e que dessa vez estava sendo gravado em plantas (perecível) porque não seria preciso alertar uma próxima geração de outra mudança dessas. Um "pajé" Hopi viu os símbolos e disse: "Eu conheço esse símbolo milenar como parte da profecia Hopi, um símbolo que anuncia o retorno do Povo das Estrelas. Eles já estão aqui".

Isso nos dá o que pensar. Então, todos esses sinais poderiam ser um alfabeto de um "Povo das Estrelas", onde no começo tivemos as letras mais simples e aos poucos foram aumentando a complexidade? Talvez um mapa estrelar? Um código pra ser decifrado, como no filme "Contato"? No artigo O Velho Sábio e a Grande Besta, do blog Franco-Atirador, vemos a relação símbolo/realidade:

 
No Vajrayana, uma parte importante da prática mágica no ocidente consiste na elaboração de símbolos geométricos que tanto podem ser construídos fisicamente quanto visualizados na imaginação; e nessas meditações tântricas o praticante visualiza a forma de um deus para, em seguida, fundir sua consciência com a da divindade.

Segundo Lloyd Kenton Keane, "Isso quer dizer que o símbolo terá uma conexão causal com o indivíduo que está entrando em relação com o símbolo ou imagem, da mesma forma que uma pedra jogada em uma poça terá um efeito na superfície da água". Para entender o porquê do potencial transformador do símbolo, é preciso levar em consideração o que Jung chamava de Inconsciente Coletivo e que, evidentemente, é conhecido no Vajrayana por outros nomes. A premissa básica é que as mesmas energias incorporadas pelo símbolo externo estão presentes, mesmo que em estado latente, nas profundezas da psique de todo ser humano. O símbolo exterior funciona, dessa forma, como um gatilho, que ativa as energias correspondentes na pessoa ou, para usar a terminologia junguiana, constela o arquétipo, trazendo-o à consciência.

Um lama tibetano não teria qualquer dificuldade em compreender (e concordar) com a teoria do símbolo que Jung apresenta no livro A Energia Psíquica. De acordo com essa explicação, os símbolos funcionam como transdutores ou transformadores da energia psíquica, permitindo que ela circule entre os diferentes níveis da psique.

É essa compreensão mais profunda do símbolo que falta ao modelo do Ciclo de Sentido e, incidentalmente, deve-se notar que o Lama Govinda também reconhece uma diferença análoga à que Jung faz entre símbolo e signo, ao distinguir entre símbolos efetivos e não-efetivos:
Uma coisa só existe na medida em que atua. Realidade é efetividade. Um símbolo ativo ou imagem de visão espiritual é realidade. Nesse sentido, os Dhyani-Buddhas, visualizados na meditação, são reais (tão reais quanto a mente que os criou), enquanto a personalidade histórica do Buda, concebida meramente pelo pensamento, é, nesse sentido, irreal. Um símbolo ou imagem não-efetivo é uma forma vazia, na melhor das hipóteses uma construção decorativa ou a lembrança de um conceito, pensamento ou evento que pertence ao passado.

 


Pois bem. Isso poderia responder a uma pergunta: se "eles" são seres inteligentes o suficiente pra cruzar o espaço numa nave, porque raios só parecem se comunicar conosco através de desenhos que não simbolizam "nada" para nós, humanos?
A resposta seria: Não estão tentando se comunicar conosco. Pelo menos não a nível consciente, e muito menos para as massas. Esses desenhos podem ser uma "comunicação" com o planeta (como ser vivo) ou com quem pudesse acessar a sintonia mental deles (ou mesmo sonora, já que alguns círculos parecem ser expressões geométricas de certas vibrações), penetrando nos mistérios do símbolo. Podem estar utilizando-se dos tais "símbolos efetivos" ao invés de tentarem uma comunicação formal. Fica a dica de usar esses símbolos como Mandala (meditando nos símbolos mais antigos para os mais recentes).

E por falar em Mandalas:

Esse círculo foi descoberto em 18 de julho de 2002, e possui 1.500 segmentos. Tem uns caras em pé no meio, só pra você ter comparação de escala. E ainda tem gente que acha que foram os velhinhos... HÁ!

 

Referência:
Crop circle connector (melhor site sobre os Crop Circles do mundo);
Círculos nas plantações (Projeto Ockham);
Crop circles and their message (by David Pratt);
Dragon Paths, Crop Circles & the Sacred Triangle;
Investigações do fenômeno dos Círculos Ingleses (Somos Todos Um);
Círculos ingleses – código ou arte? (Morte Súbita Inc);
Tudo sobre a geometria dos Crop Circles (The Crop circular);
Fotos de centenas de círculos, catalogadas por ano;
Magick/Liber Aba and Mysterium Coniunctionis: A Comparison of the Writings of Aleister Crowley and C.G. Jung (by Lloyd Kenton Keane)

https://www.saindodamatrix.com.br/

 

 


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