A sociedade Vril

14/07/2015 10:18

As Sociedades Secretas e seu poder no século XX

Jan van Helsing

 

A sociedade Vril

 

À primeira vista, a Sociedade Vril não deveria fazer parte de nosso assunto, que realça mais a política, mas ela é uma das sociedades secretas das mais interessantes que jamais existiu. É por isso que precisamos absolutamente mencioná-la. Não existe nenhum livro na Alemanha sobre essa Sociedade Vril e qualquer documento que poderia relacionar-se com esse nome, ou mesI mo lembrar esse nome, foi muito bem subtraído pelos Aliados. Mas como podeis ver, não foi tudo que desapareceu. E sinto um prazer todo particular em revelar aqui esse tema ao leitor. Com efeito, ireis verificar quais são os meios influentes ‘‘não-alemães’’ que fazem questão de ocultar a verdade aos alemães. Karl Haushofer fundou, antes de 1919, uma segunda ordem, os ‘‘Irmãos da Luz’’ que tomou, mais tarde, o nome de ‘‘Sociedade Vril’’.

Nesta se encontravam também ‘‘Os Mestres da Pedra Negra’’ (dh vss), uma nova fundação dos templários oriundos da ordem Germânica de 1917, e os Cavaleiros Negros do ‘‘Sol Negro’’, elite da Sociedade Thule e da ss. Se compararmos a Sociedade Vril com a Sociedade Thule, a diferença pode resumir-se no seguinte: a Sociedade Thule ocupava-se das coisas materiais e políticas enquanto que a Sociedade Vril tinha ocupações referentes sobretudo ao Além. Mas elas tinham, mesmo assim, alguns pontos em comum. As duas estudavam a Atlântida, Thule, ‘‘a Ilha dos Bem Aventurados’’ de Gilgamesh, os relatórios originais entre os germanos e os mesopotâmicos, assim como os antigos santuários como Stonehenge com suas pedras eretas.

 

Em dezembro de 1919, uma casa florestal foi alugada em Ramsau, perto de Berchtesgaden, onde se encontraram algumas pessoas das Sociedades Thule, dhvss e Vril. Entre elas os médiuns Maria Orsitsch e Sigrun. Maria tinha captado informações numa escrita secreta dos templários, uma língua completamente desconhecida por ela, com precisões técnicas para construir um engenho voador. Essas mensagens telepáticas foram transmitidas segundo os escritos da Sociedade Vril, do sistema solar Aldebaran, situado na constelação de Touro.

Gostaria, nesta altura de meu relato, de apresentar ao leitor um resumo das mensagens que foram recebidas durante anos pelos telepatas da Sociedade Vril e que constituíam a base das ações empreendidas por esta última. O sistema solar de Aldebaran estaria a 68 anos-luz da terra, e teria dois planetas habitados, que consI tituiriam o reino dos sumeran, girando ao redor de seu sol. Os habitantes desse sistema solar seriam subdivididos num povo de mestres, de homens-deuses brancos (arianos) e em diferentes outras raças humanas. Estas ter-se-iam desenvolvido devido às mudanças climáticas sobre os planetas isolados e seriam o resultado de uma degenerescência desses ‘‘homens-deuses’’. Esses mutantes teriam tido um desenvolvimento espiritual inferior aos ‘‘homens-deuses’’. Quanto mais as raças se misturavam, mais seu desenvolvimento espiritual se degradava. Como conseqüência, quando o sol de Aldebaran começou a crescer, eles não puderam mais fazer viagens interplanetárias como seus ancestrais tornou-se impossível para eles, sair de seus planetas. Foi assim que as raças inferiores, totalmente dependentes da raça dos mestres, teriam sido evacuadas em naves espaciais e levadas para outros planetas habitáveis. Malgrado essas diferenças, o respeito era próprio entre essas duas raças, elas não se apossavam do espaço vital da outra. Cada raça respeitava o desenvolvimento da outra (contrariamente do que se passa entre os terrestres). A raça dos mestres, os ‘‘homens-deuses brancos’’, teria começado a colonizar outros planetas similares a terra há aproximadamente 500 milhões de anos, em seguida à expansão do sol de Aldebaran e do calor crescente que disso resultou e tornou os planetas inabitáveis. Alguns dizem que eles teriam colonizado em nosso sistema solar primeiramente o planeta Mallona (denominado também de Maldek, Marduk ou então Phaeton entre os Russos) que teria existido, na época, entre Marte e Júpiter, onde hoje se encontram os asteróides. Em seguida, foi a vez de Marte, cujas grandes cidades piramidais e as feições marcianas bem conhecidas, fotografadas em 1976 pela sonda Viking, testemunham do alto nível de desenvolvimento de seus habitantes. Daí a suposição que os homens-deuses de Sumeran-Aldebaran vieram nessa época pela primeira vez a terra. Velhos traços de um sapato fossilizado, remontando próximo de 500 milhões de anos o testemunham, assim como um trilobite fossilizado pisoteado com o salto desse sapato. Essa espécie de lagostim primitivo vivia então sobre a terra e desapareceu há 400 milhões de anos. Os membros da Sociedade Vril pensavam que os aldebarianos aterrissaram mais tarde, quando a terra tornou-se pouco a pouco habitável, na Mesopotâmia e que formavam a casta dominante dos sumerianos. Denominavam esses aldebarianos ‘‘homens-deuses brancos’’. Mais tarde, os telepatas de Vril receberam a informação seguinte: a língua dos sumerianos era não somente idêntica a dos aldebarianos, assim como ela tinha também as sonoridades semelhantes ao alemão e  a freqüência dessas duas línguas era quase idêntica. Isso corresponde com a realidade? Digamos simplesmente que os planos de construção e as informações técnicas recebidas pelos telepatas , de onde quer que eles venham, eram tão precisos que nasceu a idéia mais fantástica jamais concebida pelo homem: a construção da ‘‘máquina para o Além’’!

 O conceito de ‘‘outra ciência’’ amadureceu nas mentes (em nossos dias empregaríamos o termo de ‘‘formas de energias alternativas’’). Foi preciso três anos para que o projeto fosse colocado em condições. Nessa primeira fase de ‘‘outra técnica’’ ou de ‘‘outra ciência’’ o dr. W. O. Schumann, membro das sociedades Thule e Vril, fez uma exposição na Faculdadede Ciências de Munique. Eis uma parte dessa exposição:

Em todos os domínios, existem dois princípios que determinam os acontecimentos, a luz e a sombra, o bem e o mal, a criação e a destruição, como o positivo e o negativo na eletricidade. Trata-se sempre de uma forma ou de outra! Esses dois princípios, que designamos concretamente como os princípios criadores e destruidores, determinam também nossos meios técnicos[…] O princípio destruidor é a obra do Diabo, o princípio criador, a obra de Deus[…] Toda a técnica baseada no princípio da explosão ou da combustão pode ser catalogada de técnica satânica. A nova era que virá será a era de uma técnica nova, positiva e divina! […] (Extraído dos arquivos secretos da ss).

No mesmo período, o cientista Vitor Schauberger trabalhava num projeto similar. Ele tinha feito seu o ensinamento de Johannes Kepler, que possuía a doutrina secreta dos pitagóricos, retomada e mantida secreta pelos templários. Essa doutrina tratava do saber sobre a implosão (neste caso, isso significa a utilização do potencial dos mundos interiores no mundo exterior). Hitler e todos os outros membros das Sociedades Thule e Vril sabiam que o princípio divino é sempre criador, quer dizer construtivo. Uma tecnologia que, ao contrário, repousa na explosão é pois, nesse caso, destruidora, oposta ao princípio divino.

Quiseram então criar uma tecnologia baseada na implosão. A doutrina da oscilação de Schauberger (o princípio da série dos harmônicos = monocórdio) parte do saber sobre a implosão. Digamos mais simplesmente: implosão no lugar da explosão! Por meio das trajetórias de energia do monocórdio e da técnica de implosão penetra-se no domínio da anti-matéria e dissolve-se, assim, a gravidade.

A primeira nave em forma de prato foi construída no verão de 1922; sua propulsão era baseada na técnica de implosão (a máquina para o Além). Ela compreendia um disco de 8 m de diâmetro, alteado por um disco paralelo de 6,5 m de diâmetro e tendo embaixo outro disco de 6 m de diâmetro. Esses três discos tinham em seu centro um orifício de 1,80 m de diâmetro, onde montaram o propulsor de 2,40 m de altura. Embaixo, o corpo central terminava em forma de cone. Nesse cone havia uma espécie de pêndulo que tinha por efeito estabilizar o aparelho. Os discos inferior e superior giravam em sentido inverso para criar um campo de rotação eletromagnético. Não conhecemos o desempenho desse primeiro disco voador. Ele foi experimentado durante dois anos antes de ser desmontado e guardado nas oficinas de Messerschmidt em Augsbourg. Encontramos os auxílios financeiros para esse projeto nas contabilidades de diversas empresas industriais mencionadas sob o código ‘‘jfm’’. É certo que o mecanismo Vril foi tirado da ‘‘máquina para o Além’’ mas ele foi classificado como ‘‘o levitador Schumann sm’’.

A princípio, a máquina para o Além devia engendrar um campo extremamente forte ao redor dela e em sua vizinhança próxima, o qual fazia de todo o espaço circundante, nele compreendido, o da máquina e seus ocupantes, um microcosmo completamente independente de nosso cosmo. Por sua força máxima, esse campo seria totalmente independente de todas as forças e influências do nosso Universo, tais como a gravidade, o eletromagnetismo, a radiação ou qualquer matéria. Ela podia mover-se à vontade em todos os campos gravitacionais sem que sentisse ou detectasse as forças de aceleração.

 

Em junho de 1934, Vitor Schauberger foi convidado por Hitler e pelos maiores representantes das Sociedades Vril e Thule e trabalhou, daí em diante, em colaboração com eles.

 

O primeiro ovni alemão surgiu em junho de 1934. Foi sob a direção do dr. W. O. Schuman que surgiu o primeiro avião circular experimental no terreno da fábrica de aviões Arado em Brandenburgo; tratava-se do rfz 1.

Por ocasião de seu primeiro vôo, que foi também o último, ele subiu verticalmente a uma altura de quase 60 m, mas começou a dançar no ar durante alguns minutos. A empenagem Arado 196 que deveria guiar o aparelho mostrou ser completamente ineficaz. Foi com muito sacrifício que o piloto Lothar Waiz conseguiu pousá-lo no solo, escapar e afastar-se correndo, pois o aparelho começou a rodopiar como um pião antes de capotar e de ficar completamente em pedaços. Foi o fim do rfz 1, mas o início dos engenhos voadores Vril.

O rfz 2 ficou acabado antes do fim do ano de 1934; ele tinha uma propulsão Vril e uma ‘‘pilotagem por impulsão magnética’’. Seu diâmetro era de 5 m, e suas características eram as seguintes:

- os contornos do aparelho ficavam sombreados quando ele tomava velocidade, e ele se iluminava com diversas cores, o que é bem característico dos ovnis. Segundo a força de propulsão, ele ficava vermelho, laranja, amarelo, verde, branco, azul ou violeta.

Ele pôde funcionar, e o ano de 1941 reservou-lhe um destino notável. Foi utilizado como avião de reconhecimento de grande distância durante a ‘‘Batalha da Inglaterra’’, pois averiguou-se que os caças alemães standards me 109 eram inadequados para 178.

 Ele foi fotografado em fins de 1941 no alto do sul do atlântico, quando se dirigia para o cruzador auxiliar Atlantis, que se encontrava nas águas da Antártica. Ele não podia ser usado como avião de caça pela seguinte razão: devido a sua pilotagem por impulsão, o rfz 2 não podia efetuar mudanças de direção a não ser de 90°, 45° ou 22,5°.

‘‘É inacreditável’’, irão pensar alguns leitores, mas são precisamente essas mudanças de vôo em ângulo reto que caracterizaram os ovnis. Após o sucesso do pequeno rfz 2 como avião de reconhecimento de grande distância, a Sociedade Vril dispôs de um terreno de experimentação em Brandenburgo. O caça Vril 1 disco voador equipado com armas leves, voava no fim do ano de 1942. Ele tinha 11,5 m de diâmetro, possuía uma cabina e uma ‘‘propulsão por levitação Schumann’’ e uma ‘‘pilotagem por impulsão de campo magnético’’. Atingia velocidades de 2.900 a 12.000 km/h, podia realizar em plena velocidade mudanças de vôo em ângulo reto sem prejuízo para o piloto, não estava submisso às condições atmosféricas e estava perfeitamente apto para voar no espaço.

Construíram 17 exemplares do Vril 1; houve também diversas variantes com dois assentos, munidos de uma cúpula de vidro. No mesmo momento, um projeto v-7 surgiu. Muitos discos voadores usavam esse nome, mas tinham uma propulsão por reatores convencionais. Foi graças a Andreas Epp que o rfz 7 foi criado; ele combinava um disco voador por levitação com essa propulsão por reação. A equipe de Schriever-Habermohl e aquela de Miethe-Belluzo participaram da sua elaboração. Ele tinha 42 m de diâmetro, mas fracassou por ocasião de uma aterrissagem em Spitzbergen. Nos arredores de Praga, fizeram entretanto, mais tarde, uma foto de um rfz 7 construído do mesmo jeito. Segundo Andreas Epp, ele deveria ser equipado com ogivas nucleares e deveria bombardear Nova Iorque.

Em julho de 1941, Schriever e Habermohl construíram um avião circular que decolava na vertical, movido por uma propulsão por reação, mas que tinha, entretanto, graves perdas de força.

Desenvolveram portanto outro ‘‘pião volante a eletro-gravitação’’ com uma propulsão a taquions, que teve melhor resultado. Depois foi a vez do rfz 7t; construído por Schriever, HaI bermohl e Belluzo, que também funcionou maravilhosamente. Mas, comparados com os discos Vril e Haunebu, os discos voadores v-7 eram como brinquedos de criança. Até mesmo no meio da ss se encontrava um grupo que trabalhava para a produção da energia alternativa. Era a Secretaria de Estudo IV do Sol Negro = ss-e-iv, cuja meta principal era tornar a Alemanha independente do petróleo bruto estrangeiro. A ss-e-iv desenvolveu ‘‘o mecanismo Thule’’, denominado mais tarde taquionador Thule, a partir do mecanismo Vril e do conversor de taquions do comandante Hans Coler. Em agosto de 1939 decolou o primeiro rfz 5. Era um pião volante equipado com armas mais ou menos pesadas, com o nome estranho de Haunebu i. Ele tinha uma tripulação comI posta de 8 homens, tinha 25 m de diâmetro, sua velocidade de partida era de 4.800 km/h podendo atingir até 17.000 km/h.

Era equipado com dois ‘‘canhões de raios fortes’’ (ksk) de 60 mm, montados sobre pequenas torres rotativas, e de quatro mk 106 e tinha uma aptidão média para voar no espaço. Em 1942, o Haunebu II estava igualmente acabado. Seu diâmetro variava de 26 a 32 m, sua altura era de 9 a 11 m. Ele podia transportar uma equipe de 9 a 20 pessoas. Propulsado por um taquionador Thule, ele atingia na periferia terrestre 6.000 km/h. Era capaz de deslocar-se no espaço e tinha uma autonomia de 55 horas de vôo. Já existiam então os projetos para a grande nave espacial Vril 7 de 120 m de diâmetro que devia transportar companhias inteiras. Pouco depois foi construído o Haunebu III, exemplar absolutamente prestigioso entre todos, com seus 71 m de diâmeI tro. Ele voou e foi até filmado: podia transportar 32 pessoas, sua autonomia em vôo era de mais de oito semanas e atingia uma velocidade de pelo menos 7.000 km/h (e pelos documentos dos arquivos secretos da ss podia atingir 40.000 km/h). Virgil Armstrong, ex-membro da Cia e aposentado de Green Beret, declarou que os engenhos voadores alemães durante a Segunda Guerra podiam aterrissar e decolar em vertical e voar em ângulo reto. Eles atingiam 3.000 km/h e estavam armados de canhões laser (provavelmente o ksk, canhão de raios fortes) que poderiam atravessar uma blindagem de 10 cm de espessura. O professor J. J. Hurtak, ufólogo e autor do livro Die Schlüssel des Enoch (As chaves de Enoch) disse que os alemães estavam em vias de construir o que os Aliados designavam de ‘‘sistema de armas milagrosas’’, Hurtak teve em suas mãos os documentos mencionados:

 

1. a construção de Peenemunde, cidade para experiências de engenhos teleguiados para o espaço;

 2. a vinda dos melhores técnicos e cientistas da Alemanha.

Esses documentos mencionavam também a existência do que denominavam foo-fighters (bolas de fogo). A Cia e os serviços secretos britânicos já estavam a par, em 1942, da construção e do emprego de tais objetos voadores, mas eles não os apreciaram no seu verdadeiro valor. Os aliados designavam, de fato, pelo nome de foo-fighters todas as espécies de aparelhos voadores luminosos alemães. Duas invenções correspondiam particularmente ao que denominavam de foo-fighter: as tartarugas voadoras e as bolhas de sabão. As duas nada tinham a ver entre si, mas os aliados associavam-nas sem razão.

 A Tartaruga Voadora foi concebida pela secretaria de estudos ss-e-iv em Wiener Neustadt. Sua forma lembrava uma carcaça de tartaruga. Era uma sonda voadora sem tripulação que devia perturbar o sistema de ignição elétrica do material militar do inimigo. Essa sonda estava também equipada de armas sofisticadas, de tubos à Kly ron, denominados raios da morte pela ss.

Mas a sabotagem por corte de contato não funcionou perfeitamente no início. Continuaram, mais tarde, a desenvolver essa técnica. Alguém que já viu os ovnis poderá confirmar que esse corte de contato, quer dizer, a pane das instalações elétricas, é uma das características típicas dos ovnis quando eles aparecem. Wendell C. Stevens, piloto da Força Aérea Americana durante a Segunda Guerra Mundial, disse que os foo-fighters eram as vezes cinza- esverdeado ou vermelho-alaranjado, que eles se aproximavam até 5 m dos aviões e ficavam nessa posição. Não era possível desembaraçar-se deles, mesmo quando atiravam neles, obrigando as esquadrilhas a dar meia volta ou a aterrissar.

Quanto às bolhas de sabão, designadas freqüentemente como foo-fighters, eram de fato, simples balões no interior dos quais se encontravam finas espirais em metal para confundir o radar dos aviões inimigos. Sua eficácia provavelmente foi mínima, posto à parte o efeito de intimidação psicológica.

No início do ano de 1943, lançou-se o projeto de uma astronave em forma de charuto que devia ser construída nas oficinas do Zepelim; era o ‘‘Aparelho Andrômeda’’ (139 m de comprimento). Ele devia transportar várias naves espaciais em forma de prato para vôos (interestelares) de longa duração.

Uma reunião importante da Sociedade Vril teve lugar próximo do Natal de 1943 em Kolberg, estação balneária no mar do Norte, à qual assistiram os médiuns Maria e Sigrum. O assunto principal tratava do ‘‘Empreendimento Aldebaran’’. Os médiuns tinham recebido informações precisas sobre os planetas habitados, situados ao redor do sol de Aldebaran, e uma viagem foi programada para ir até eles.

Em 2 de janeiro de 1944 Hitler, Himmler, Künkel e Schumann (estes dois da Sociedade Vril) encontraram-se para falar desse Projeto Vril. Eles queriam dirigir-se, com o auxílio de uma grande astronave, o Vril 7, para Aldebaran via um canal dimensional. Segundo Ratthofer, o primeiro ensaio em vôo num canal dimensional teria acontecido no inverno de 1944. O aparelho teria evitado por um triz um desastre: pelas fotos do Vril 7 tomadas após seu retorno, disseram ‘‘que ele havia viajado durante um século’’. O revestimento exterior das cabinas parecia muito usado e estava estragado em muitos lugares.

Em 14 de fevereiro de 1944, o piloto de ensaio Joachim Roehlike testou em Peenemunde o helicóptero supersônico construído por Schriever e Habermohl, sob o nome de projeto v 7, o qual estava equipado com doze turbopropulsores bmw 028. Sua velocidade de decolagem vertical era de 48 km/h, ele atingia uma altura de 24.200 m, e sua velocidade em vôo horizontal era de 2.200 km/h. Ele podia ser propulsado também por uma energia não-convencional. Entretanto, jamais pode ser utilizado, pois Peenemunde foi bombardeada em 1944, e sua transferência para Praga tornou-se inútil, pois essa cidade foi ocupada pelos americanos e pelos russos bem antes que se pudessem utilizar os discos voadores. Logo que ocuparam a Alemanha no início de 1945, os britânicos e os americanos descobriram, entre outras coisas, nos arquivos secretos da SS, fotos do Haunebu II e do Vril 1 assim como também do aparelho Andrômeda. Em março de 1946, o presidente Truman fez com que o comitê da frota de guerra dos EUA desse permissão para reunir o material alemão para que eles pudessem experimentar essa alta tecnologia. Cientistas alemães, trabalhando secretamente, foram enviados aos EUA, f a zendo parte do quadro da operação Paperclip. Tomavam parte nesse grupo Vitor Schauberger e Werner von Braun.

 

Breve resumo das construções que deviam ser produzidas em série.

O primeiro projeto foi conduzido sob a direção do professor dr.W. O. Schumann da Faculdade de Ciências deMunique. Foi nesse conjunto que teriam sido construídos, no início de 1945, 17 discos espaciais voadores de 11,5 m de diâmetro, que teriam realizado 84 ensaios em vôo; eram eles que foram denominados os caças Vril 1.

Pelo menos um Vril 7 e um grande modelo de Vril 7 com o nome de Odin teriam decolado de Brandenburgo para Aldebaran, em abril de 1945, após terem feito explodir todo o terreno de ensaios, conduzindo uma parte dos cientistas do projeto Vril e os membros da loja Vril. O segundo projeto foi levado pela secretaria de estudos IV da SS, que fez construir, até o início de 1945, três tipos de piões espaciais de diferentes tamanhos em formato de sino:

 1. O Haunebu I, com 25 m de diâmetro e dois exemplares, testado 50 vezes (velocidade de vôo por volta de 4.800 km/h).

2. O Haunebu II, com 32 m de diâmetro e sete exemplares, testado 100 vezes (velocidade de vôo perto de 6.000 km/h). Foi previsto, de fato, construir o Haunebu II em série. Uma oferta teria sido feita pelas firmas de aviões Dornier e Junkers.

No fim de março de 1945, Dornier pegou o contrato. O nome oficial desses pesados piões voadores teria sido dostra (Dornier estratosférico).

3. O Haunebu III, com 71 m de diâmetro, um só exemplar construído, voou pelo menos 19 vezes (velocidade de vôo perto de 7.000 km/h).

 4. O ‘‘Aparelho Andrômeda’’, astronave de 139 m que podia receber um Haunebu II, dois Vril 1 e dois Vril 2. Ele ficou estacionado como projeto.

Existem ainda documentos atestando que o Vril 7, versão grande modelo, foi terminado no fim de 1944 e que, após os ensaios, ele fez alguns vôos que não ultrapassaram a órbita terrestre e foram mantidos em segredo:

1. aterrissagem perto do lago Mondsee em Salzkaammergut com ensaios de mergulho para verificar a resistência à pressão da fuselagem;

2. o Vril 7 provavelmente estacionou na ‘‘fortaleza dos AlI pes’’ de março a abril de 1945 por razões de segurança e por motivos estratégicos. De lá ele voou para a Espanha, onde personalidades importantes do Reich haviam-se refugiado, para conduzi-los para a América do Sul e para a Neuschwabenland (explicações logo após) e colocá-los em segurança nas bases secretas que os alemães haviam construído fora da Alemanha durante a guerra;

3. logo depois, o Vril 7 teria decolado secretamente para o Japão, mas nós nada mais sabemos.

Continua...

 

Traduzido do francês Les Societés Secrétes, et leur pouvoir au 20ème siècle Copyright © 1995 by EWERTVERLAG S. L

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